Brasil precisará de prudência, diz Cappelli sobre tarifaço do Trump

Home  >>  Sem categoria  >>  Brasil precisará de prudência, diz Cappelli sobre tarifaço do Trump

Brasil precisará de prudência, diz Cappelli sobre tarifaço do Trump

11
fev,2025

0

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, afirmou que será preciso ter paciência em relação à taxação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em cima da importação do país de aço e alumínio. Para Cappelli, o Brasil precisa adotar uma postura fria e pragmática, pensando nos interesses nacionais.

“A gente vai ter que medir quais são os impactos disso nas empresas brasileiras e no comércio exterior brasileiro e, a partir disso, você pode ou não ter algum tipo de ajuste nessa relação bilateral. Agora, é preciso ter prudência”, pontuou, em entrevista ao CB.Poder desta terça-feira (11/2). O programa é uma parceria do Correio com a TV Brasília.

Assista à entrevista na íntegra:

O presidente da ABDI explica que os EUA necessitam da importação de aço, pois não estão tendo capacidade de atender ao próprio mercado interno. Com essa taxação para todos os países, continua, as condições de competitividade se manterão e, dificilmente, o mercado norte-americano conseguirá, em um curto prazo, ampliar a produção para atender ao mercado interno.

Ele destaca, porém, que tudo pode ser parte do “jogo político”. Capelli explica que, na frente do palco, atores políticos elevam o tom para falar aos seus diversos públicos, mas que “nem sempre aquilo que se fala, se materializa”. Ele lembra ainda que, pouco depois do anúncio norte-americano de taxação em cima de produtos canadenses e mexicanos, Trump recuou da decisão.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Além disso, o entrevistado ressalta que, apesar de crises como essa gerarem oportunidades, o mercado do aço é difícil e competitivo globalmente, e cita as mudanças tarifárias realizadas pelo governo brasileiro em relação ao aço chinês que chegava ao Brasil.

“A China, com um excedente gigantesco de produção de aço, estava despejando aço no mercado mundial com um preço bem abaixo do que normalmente é praticado. Então, veja, no comércio internacional não tem esquerda, direita, não tem nada disso. O que tem são os interesses pragmáticos de cada país”, enfatiza.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *